Fabr�cio Yuri Vitorino
Jornalista - MTb-RJ 22121
Tradutor PT <> RU <> EN
Rio de Janeiro - Brasil
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MSN: fabyuri@hotmail.com
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Reviews sobre R'n'Rll pelo meu amigo Raphael, do JB

Casa Vazia - meus textos mais livres


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05/05/2007 19:09
Buenos Aires

Seguir para Buenos Aires é sempre aquela sensação de estar indo para um lugar que fica ‘logo ali’ e pode não parecer tão divertido, se pensarmos friamente. Mas a capital do país ‘hermano’ reserva boas surpresas, que começam já no aeroporto e seguem noite adentro. Afinal, ‘transnochar’ é uma das primeiras palavras que o falante de portunhol deve aprender.

E não é exagero. O Aeroporto Pistarini-Ezeiza tem segredos que geralmente assustam o turista. Os dois mais importantes são: se não quiser perder dinheiro, fuja do quiosque da Global Exchange, que fica logo depois da polícia federal local. A cotação é sempre muito mais baixa e embute taxas. Pergunte pelo Banco de La Nación Argentina, que paga o mesmo que as melhores casas de câmbio. Uma outra surpresa fica reservada para a saída: a taxa aeroportuária de US$ 18, que deve ser paga por todos os estrangeiros. Sim, muy hermanos...

Do aeroporto para o coração portenho, você tem três opções: táxi, que custa em torno de 60 pesos (o oficial, pois os outros são risco máximo), um ônibus frescão Manuel Tienda Leon, que custa em torno de 40 pesos, ou o coletivo urbano, que custa 1,35 peso. Mas a última opção é a mais longa: demora-se algo entre duas ou três horas para chegar até o centro. Com direito a tour pelos lugares mais inóspitos e feios de Buenos Aires. Uma epopéia.

Ache seu albergue, hotel, apartamento e etc. e depois vá para a rua. Seja de noite ou de dia, opções não faltam e nem morto descansa em Buenos Aires. Se estiver no Centro, siga para a Florida ou para a Lavalle e divirta-se no comércio local e com os artistas de rua. Se estiver na Recoleta, os arredores do Cemitério têm atrações literalmente do outro mundo. Aliás, neste bairro, não deixe de conferir a feira de artesanato aos domingos, o Museu de Belas Artes e o túmulo de Evita Perón. Parece mórbido, mas é um dos locais mais visitados da charmosa cidade. Do cemitério, uma boa é a sorveteria
Freddo(ou qualquer sorveteria artesanal. Ainda mais se estiver fazendo aquele sol...)

Das ruas simpáticas da Recoleta para o Bairro Palermo é um pulo. Com disposição, dá para ir andando. Mas um passeio pelo metrô (ou Subte) é recomendável, ainda mais quando se tem a chance de viajar num trem clássico bonairense, se você tiver sorte. Em Palermo, visite o Jardim Zoológico, o Parque e o Planetário. Ali também há muitas opções mais econômicas e deliciosas para uma boa refeição. Ou um café chique, na calçada, vendo a vida passar... E a noite em Palermo também não termina: sob os arcos, várias opções fazem a noite fervilhar. É só escolher uma e se esbaldar.

Voltando ao Centro e aproveitando que a cidade é uma enorme planície, gaste as solas de seu calçado seguindo da Plaza de Mayo até a Casa Rosada. Mas não deixe de reparar a arquitetura rica e preservada dos prédios pelo caminho. Ah, e repare também na quantidade de bandeirinhas e bandeironas nacionais: os hermanos são um bocado patriotas mesmo. Exagero? Quem sabe... Falando em ‘reparar’, notou alguma coisa diferente pelas ruas? Sim, tem carros ali do tempo de Perón. E ônibus também. E se ouvir um ‘pst, pst, pst’ pelas ruas, não estranhe: é o barulho exagerado que alguns coletivos do tempo da vovó fazem. Normal.

Ali no Centro, não deixe de conhecer Puerto Madeiro. A zona portuária da cidade ganhou vida nova com restaurantes e bares fantásticos, além de uma urbanização de primeiro mundo. Visite os dois museus-barcos, ancorados por ali, e atravesse a Ponte das Mulheres, que rende ótimas fotos. Ah, e não deixe de conhecer o ‘Comedor Comunitário’. Calma, calma, é apenas uma espécie de restaurante popular... Mas se o negócio é gastar aqueles reais que estavam embaixo do colchão, entre em um dos restaurantes, peça um bom vinho e um belo prato – que pode ser carne ou massa – e curta a vista.

E não tenha pressa. A night (ou balada) portenha começa tarde. Sempre depois da 1h da manhã. Então, se ainda tiver fôlego, siga em direção à construção que imita a Ópera de Sidney – a imponente boite Opera Bay. Dá para dançar e ver o sol nascer de camarote em um dos quatro ambientes da casa, que lota nas sextas e aos sábados. Dormir? Para quê?

Hora de conhecer o canto mais charmoso e tradicional de Buenos Aires: La Boca. Berço da classe operária local, o bairro recebe uma turba de turistas, ávidos para conhecer as casinhas coloridas do Caminito, ‘sacar’ fotos com sósias de Diego Maradona e conhecer a famosa ‘La Bombonera’, o estádio do Boca Juniors, um dos clubes de futebol mais tradicionais do mundo. Realmente, lá dentro, nas arquibancadas praticamente verticais, o torcedor se sente como em uma caixa de bombons. E o clube é, literalmente, o coração do bairro (e talvez da cidade): quando o Boca marca um gol, a vibração da torcida é sentida – sim, sentida, não ouvida – a dez quadras de distância. Literalmente, a terra treme na Boca.

De volta ao Centro, hora de uma caminhada pela Avenida Corrientes e, se possível, uma paradinha no número 348, um clube imortalizado pelo tango “A media luz”, cuja letra narra os encontros amorosos entre jovens de classe alta e as mulheres da noite. Pausa para comer umas empanadas. E a caminhada segue pelo Obelisco, seguindo pela Avenida 9 de Julio, uma voltinha pelo Teatro Colon, volta, e seguimos Avenida de Mayo, até a Plazza del Congresso. Hora de pegar o metrô para uma foto curiosa (se você for carioca, é claro) na estação Rio de Janeiro.

No domingo, além da feirinha na Recoleta, é um ótimo dia para passear no bairro San Telmo, que vira uma enorme feira de antiguidades e artistas a céu aberto. São praças, galerias, mercados, ruas e muita curiosidade, como um realejo, shows de tango, performances teatrais, música, muita música e antiguidades absolutamente inacreditáveis. Pausa para mais uma empanada. Ah, não se esqueça que você está viajando: na mala não vão caber aqueles candelabros de bronze, nem aquelas porcelanas lindas. Talvez caiba uma pintura, alguns enfeites de parede e uns imãs de geladeira...

Hora de fazer as malas: infelizmente, tudo o que é bom dura pouco. Buenos Aires é uma surpresa a apenas 2h de viagem do RJ ou de SP. Diversão sem fim, futebol, gente bonita e elegante, boa comida, doces que vão te deixar babando e muita música. Faltou alguma coisa? Claro! Como ir a Buenos Aires sem comer um alfajor da Havanna sequer? E, qual o sentido de se comer apenas um, quando você pode comprar umas dez caixas? Além de a guloseima ser um presentinho que agrada a todos os amigos, ele vicia. E, se você provou um alfajor da Havanna, não tem jeito: vai voltar a Buenos Aires mais cedo ou mais tarde. É questão de tempo!
enviada por Fabricio Yuri



13/12/2005 01:21
Demons of Insanity - Chapter Five

Metalium

Century Media

Fabrício Yuri Vitorino

Metalium é uma dessas bandas de metal que são conhecidas e respeitadas no mundo todo. Desde o álbum de estréia, Millennium metal, em 1999, o quarteto alemão vem conquistando fãs em todo o mundo. E agora, com Demons of insanity - Chapter Five , o sexto álbum da banda, é notada uma maturidade sonora e uma força impressionantes. E o trabalho seresume em uma palavra: metal.

Como é tradicional nos discos da banda, o álbum gira em torno de uma temática única, que é a crítica ao comportamento humano pós-Século XX. Não chega a ser eco-piegas, mas também o forte do heavy metal não são as letras, mas a música. Ainda mais quando o ponto de vista é o de dois seres criados para serem representados pela música: Metalian e Metaliana.

O CD simplesmente agita, inquieta, faz pular. É uma espécie de Red Bull para os ouvidos. A tríade inicial Earth in Pain/Power of Time e Demons of Insanity cola o ouvinte na parede e marca o primeiro nocaute. Mas você se levanta antes do juiz contar até dez. Afinal, ainda faltam 11 músicas...

A combinação de pratos que explodem a cada tônica da guitarra - dando uma profundidade incrível - aliada à velocidade do baixo e dos solos poderosos dão uma sensação de plenitude rara no metal contemporâneo. Tudo encaixa, tudo se completa. Coincidência? Claro que não. É o resultado de um entrosamento de anos. Afinal, a formação núcleo Henning Basse (vocais), Matthias Lange (guitarra) e Lars Ratz (baixo),é mantida desde o início da banda. E agora, fortalecidos por Michael Ehré na bateria, a tendência prog-metal foi assumida pelo grupo, como pode ser visto em Endless Believer, Destiny, Mother Earth e Silence of the Night.


Além de brincar com os conceitos de Gênesis e Armagedon, o Metalium consegue criar uma atmosfera de fogo e pânico, possivelmente pré-apocaliptíca. Seria o quinto capítulo da saga de Metalian e de Metaliana nos alertando para uma escolha: voltar nossos olhos para a Terra ou nos tornarmos Demônios da Insanidade - vivendo um mundo de caos tecnológico, clonagem, informação descontrolada, violência - como alertado em One By One, música que encerra o CD, com um solo perfeito.

Demons of Insanity - Chapter Five é um grande trabalho de metal. Competente, encorpado, melódico, com um timing perfeito. Uma evolução notável do Metalium - que deixou de ser uma banda clichê-metal para se tornar um dos principais expoentes do gênero, não só em sua Alemanha natal, mas no mundo inteiro.

Link para a matéria no JB Online:


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enviada por Fabricio Yuri



13/12/2005 01:19
O Pearl Jam não vai esquecer o Rio


Fabrício Yuri Vitorino

RIO - Êxtase. Assim pode ser definido, em apenas uma palavra, o show do Pearl Jam no Rio de Janeiro. E, se a Cidade Maravilhosa não vai esquecer a noite do último domingo, o quinteto de Seattle também vai ficar com as vozes dos cariocas na cabeça por um bom tempo.

Assim que os portões foram abertos, por volta das 15h, teve início uma correria para garantir um lugar na boca do gol, na cara do palco. Salvo os barrados com ingressos falsos, a festa teria sido completa. E a Apoteose foi enchendo, enchendo, até que o Mudhoney subiu ao palco, pontualmente, às 19h30. Sem empolgar, a banda foi tocando e aumentando a ansiedade dos fãs. Ao final do show, os conterrâneos de Vedder e Cia. pareciam tão emocionados quanto o mar de gente que se estendia a sua frente.

E a espera levou os fãs à loucura. Enquanto uma hipnótica base de baixo se repetia nos auto-falantes, a platéia não aguentava mais esperar. Eis que, por volta das 20h50, surge a turma de Seattle, enfurecida, incendiando o público com as pauleiras Last Exit, Do The Evolution, e Animal. Foi assim que o sonho começou, com 20 minutos de atraso.

Com seu jeito simples, o vocalista Eddie Vedder cativou o público, que, quando não cantava a plenos pulmões, olhava, em transe. Corduroy, Dissident, Even Flow, Leatherman... O desfile de clássicos parecia não ter fim, assim como o fôlego da platéia. Em Given To Fly, um daqueles momentos inesquecíveis, com 45 mil pessoas cantando junto - inclusive os grunhidos de um Vedder já desconcertado pela intimidade dos fãs com a banda.

Em seguida, mais delírio: quando começam os primeiros acordes de Daughter, o Pearl Jam estava na mão do público. Para quebrar um pouco, o guitarrista Stone Gossard sobe ao palco e canta Don't Gimme No Lip e dá uma esfriada, preparando terreno para a próxima música. A balada acústica Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town teve celulares e isqueiros acesos, deixando a banda boquiaberta, para em seguida emendar mais pauleiras (Down, Once, Go).

Pausa e Vedder volta, sozinho, com uma pequena viola havaiana. Nos primeiros acordes, o vocalista parece nocauteado e erra a balada Soon Forget. Sem problemas, pois o público acha graça, aplaude e ele recomeça, emocionando os espectadores, que assistem atônitos. Em seguida, o momento mais fantástico do show: a platéia cantando Betterman - que o próprio Vedder confessa ser uma de suas músicas favoritas. O vocalista se afasta e, mesmo quando tenta cantar, tem sua voz abafada pelo público.

Em momento cover, o Pearl Jam homenageia os Ramones, com I Believe In Miracles, e o MC5, com Kick Out The Jams. De volta ao planeta Terra, o clássico Alive. Mais êxtase, mais show da platéia. No segundo bis, Vedder pede e a platéia canta junto, sem parar, Last Kiss, Black, Jeremy. Precisava mais? Sim! E tinha. Yellow Ledbetter era para ter fechado o show. Mas, como ninguém foi embora, mesmo com as luzes já acesas, a banda pergunta: vocês querem mais uma? Sim? Então ok. E sobe Baba O'Riley, do The Who, para nocautear a platéia.

Mas, o que explica a simbiose entre o Pearl Jam e o público? O que explica que, mesmo brigando com a indústria, o quinteto de Seattle seja tão longevo e unido? Como os fãs, de todas as tribos, se reúnem num culto quase que messiânico ao que sobrou do grunge? Coisas que só a paixão explica. Paixão essa que fez com que o Pearl Jam, certa vez, abdicasse de ser a estrela para atuar como banda de apoio do ídolo Neil Young, no disco Mirrorball.

No domingo à noite, o sonho era apenas um pontinho luminoso em cima de um palco, a metros de distância. Para outros, mais afortunados, o sonho estava ali, a um palmo de distância. Mas todos têm a certeza de que participaram de um momento único: o dia que o Pearl Jam - uma das maiores bandas do mundo, que abdica da parafernália e da pirotecnia, se preocupa com os fãs e que vive às turras com a indústria fonográfica - foi nocauteado por uma platéia em transe. Definitivamente, o Pearl Jam não vai esquecer o Rio.


Link para a matéria no JB Online:

O Pearl Jam não vai esquecer o Rio
enviada por Fabricio Yuri



02/09/2005 01:46
Stratovarius: de volta às raízes

RIO - Um show para marcar a volta às raízes da banda. Assim os finlandeses do Stratovarius, banda de heavy metal melódico, definem a apresentação desta quarta-feira no Canecão, a última de uma mini turnê por sete cidades da América do Sul. Em entrevista ao JB Online, o vocalista Timo Kotipelto mostrou entusiasmo ao falar dos shows no Brasil. "É um país fantástico. É a nossa sétima passagem pelo Brasil e agora fomos até Porto Alegre, onde nunca tínhamos tocado. Em São Paulo, gravamos um DVD (que deve sair dentro de um ano) com público de seis mil pessoas!", disse o empolgado Kotipelto.

Mas a alegria de Timo - e do Stratovarius - é recente. Nos últimos três anos, a banda passou por maus bocados. O guitarrista, Timo Tolkki, entrou em depressão profunda depois de ser esfaqueado na Espanha, e o período foi negro para o quinteto escandinavo. Tolkki conseguiu se recuperar dos problemas psicológicos e o resultado foi o álbum "Stratovarius", lançado no Brasil pela Century Media. "É difícil dizer se foi uma evolução ou se foi um resgate da nossa essência. Mas, de qualquer jeito, é um recomeço", define Kotipelto.

De fato, o disco mostra uma face até então pouco conhecida do Stratovarius. Os arranjos orquestrados deram lugar a um ambiente mais hard rock - com riffs sujos e mais punch -, o vocal de Kotipelto ficou mais grave, dando espaço para interpretações mais livres, e as músicas ganharam atmosfera mais introspectiva, deixando o universo clássico um pouco de lado. "Esse disco foi interessante para a banda. Não queríamos nos repetir e acho que conseguimos. Temos, em um só CD, músicas agressivas, com pegada de hard rock, metal melódico e coisas mais suaves", explica o vocalista.

Kotipelto também explicou a recente troca de baixista: o cultuado Jari Kainulainen deu lugar a Lauri Porra. "Jari não estava mais com a gente há tempos. Lauri, por outro lado, é uma excelente pessoa, um cara animado, que trouxe energia nova, além de fazer backing vocal muito bem, apesar do nome feio na língua portuguesa", brinca Kotipelto. O vocalista também lembrou a polêmica criada por Tolkki, ao compor uma música sobre Hitler, "Gotterdammrung (Zenith of Power)": "queríamos lembrar aos fãs que é muito perigoso dar muito poder a um homem só. Não quero ser muito político, mas olhe o que esta acontecendo nos EUA, e olhe o que aconteceu na Europa, 60 anos atrás...", alertou o finlandês.

Sobre os shows na Cidade Maravilhosa, Kotipelto lembrou que, na última vez que veio ao Rio, os fãs foram "maravilhosos" e o clima foi de total sinergia com a banda. "Os shows no Brasil, um país muito caloroso, estão sendo maravilhosos, especialmente para Tolkki, que acabou sendo muito bem recebido pelos fãs e já está sorrindo no palco. O carinho dos fãs brasileiros está sendo ótimo para ele", disse, mais aliviado. "Da última vez que viemos, choveu muito e não conseguimos conhecer a cidade. Espero que desta vez, o show seja maravilhoso e o tempo esteja bom", finalizou Kotipelto, em tom de brincadeira, mostrando que as passagens pelo Brasil estão quebrando o gelo mesmo dos tradicionalmente fechados finlandeses.

Link para a matéria no JB Online:
http://jbonline.terra.com.br/jb/online/musicalidade/destaque/2005/08/onlmusdes20050830016.html
enviada por Fabricio Yuri



30/07/2005 01:04
Policiais civis vão trocar greve por doação de sangue

Fabrício Yuri Vitorino

RIO - O presidente do Sindicato da Polícia Civil, Fernando Bandeira, declarou há pouco, na sede da Secretaria de Segurança Pública do Rio, que a categoria planeja um protesto para a próxima segunda-feira. Como a greve é ilegal, os policiais vão seguir para o Hemorio, onde doarão sangue, recebendo atestado médico que lhes assegurará a permanência em casa no dia.

Bandeira afirmou ainda que a operação padrão deverá continuar, com as ocorrências sendo registradas somente na presença de um delegado. Atualmente, os registros podem ser realizados por inspetores, acelerando o processo. "Desta forma, o trâmite levará muito mais tempo. Na verdade, pela lei, só os delegados podem realizar as ocorrências", explicou Bandeira.

Ainda na sede da SSP, a inspetora de Polícia Civil Cheila Masioli apresentou o contracheque com seus vencimentos: R$ 1.387. Ela tem 16 anos de polícia, é formada em Direito e tem pós-graduação. A inspetora classificou a proposta de reajuste salarial do governo, de 17%, como ridícula. "Infelizmente, eu só posso achar graça dessa proposta".

http://jbonline.terra.com.br/extra/2005/07/01/e01072634.html
enviada por Fabricio Yuri



30/07/2005 01:03
Montreal: americanos levam ouro no 4x200 livres

MONTREAL - A equipe americana manteve a hegemonia e levou a medalha de ouro no revezamento 4x200 livres, pelo Mundial de Esportes Aquáticos, disputado em Montreal, no Canadá. O time americano, liderado por Michael Phelps, terminou a prova com o tempo de 7min06s58. Completaram o quarteto americano as feras Ryan Lochte, Peter Vanderkaay e Pete Keller. Os canadenses ficaram com a prata, ao marcarem 7min09s73, e os australianos com o bronze, ao cravarem 7min10s59.
enviada por Fabricio Yuri



30/07/2005 01:02
Montreal: Brendan Hansen não dá chances e leva ouro nos 200m peito

MONTREAL - O americano Brendan Hansen, atual recordista mundial dos 200m peito, manteve o favoritismo e venceu a prova, pelo Mundial de Desportos Aquáticos, disputado em Montreal, no Canadá. Hansen marcou 2min09s85, longe do recorde - dele mesmo - 2min09s04. Em segundo lugar, ficou o canadense Mike Brown, com 2min11s22 e com o japonês Genki Imamura ficou com a medalha de bronze, com o tempo de 2min11s54.
enviada por Fabricio Yuri



30/07/2005 01:00
Vistoria em clínica no Grajaú termina e idosos podem ser retirados

Fabrício Yuri Vitorino

RIO - Terminou agora há pouco a vistoria da Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, liderada pelo o vereador Carlos Eduardo (sem partido), na Clínica Santa Izabel, no Grajaú, Zona Norte do Rio.

Segundo o vereador, o Instituto de Assistência aos Servidores do Estado (Iaserj), possui uma dívida de R$ 150 mil com a clínica, referentes ao não pagamento de um convênio que previa a reserva de leitos para o tratamento de idosos - ex-funcionários e pensionistas do Iaserj.

Ainda de acordo com o relatório do vereador, o Instituto convocou os familiares dos idosos para comunicar que, a partir do dia 1º de agosto, não poderiam mais permanecer na instituição. No local, que oferece 100 leitos, estão internados 18 idosos, e, ainda de acordo com Carlos Eduardo, o governo do estado não realiza o repasse de verbas desde março deste ano.

Uma solução proposta pelo Iaserj, caso os idosos sejam despejados da clínica, seria a instalação dos mesmos no Hospital Eduardo Rabelo, em Campo Grande. Segundo o vereador, o hospital também não teria estrutura para receber os pacientes. "Na última vez que idosos foram transferidos para lá, receberam alta em 15 dias. Como é possível dar alta em 15 dias a um idoso que esteve internado nos últimos 10 anos?", disse o vereador.

Carlos Eduardo afirmou ainda que a Clínica Santa Izabel se solidariza com a causa dos idosos, mas não pode abrir mão dos pagamentos. "Eles (a clínica) inclusive se comprometeram a dar mais algum tempo, para que a questão seja resolvida", informou o vereador. A clínica também cobra do Iaserj na Justiça a dívida referente ao tratamento de idosos no período de 94 a 96.

O vereador afirmou ainda que irá encaminhar um ofício ao Iaserj e outro ao Ministério Público Estadual, solicitando o pagamento imediato da dívida. "É um desrespeito o que fazem com os ex-funcionários e pensionistas do Iaserj. Eles estão sendo despejados não pela clínica, mas pelo próprio instituto que ajudaram a construir", finalizou o vereador Carlos Eduardo.

http://jbonline.terra.com.br/extra/2005/07/29/e29071268.html
enviada por Fabricio Yuri



30/07/2005 00:59
Sindicato dos Médicos oficializa denúncia contra SAMU

Fabrício Yuri Vitorino

RIO - O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro oficializou, na manhã de hoje, denúncia contra os serviços Emergência em Casa e Serviço Móvel de Urgência, SAMU. Segundo o especialista em Medicina do Trabalho do Sindicato, Dr. José Teixeira, o serviço é precário e viola o código de ética da classe médica, ao propor que se faça diagnósticos pelo telefone.

O presidente do Sindicato, Dr. Jorge Darze, anexou ao processo fotografias do local de trabalho, onde os médicos-reguladores - que decidem sobre o envio ou não de ambulâncias, e se estarão tripuladas por médicos ou não - realizam os atendimentos. Segundo o SinMed, os médicos trabalham em locais completamente sem condições ergonômicas e de asseio adeqüadas.

A denúncia do Sindicato foi motivada por queixas dos próprios profissionais do SAMU, que preferiram não se identificar. Ainda segundo o Dr. José Teixeira, o foco da denúncia é a violação ao princípio fundamental da medicina, o binômio médico-paciente. "Este tipo de trabalho fere mortalmente o parecer 16/90, do Conselo Federal de Medicina, que praticamente proíbe o ´teleatendimento´ para os médicos. O profissional não examinou a pessoa, não há prontuário, não há condições", explica.

O sindicato reforçou que, apesar de a denúncia ter sido feita ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Estadual e à Delegacia Regional do Trabalho, a categoria está disposta a sentar para negociar, visando a melhora do atendimento. "Estamos prontos para colaborar. O que não pode é o médico ter que fazer a 'Escolha de Sofia' a cada minuto: se manda ambulância com médico sem médico ou se orienta pelo telefone. Em caso de erros, vão chover processos e o governo vai gastar muito mais do que se tivesse pensado melhor o serviço", finaliza Teixeira.

http://jbonline.terra.com.br/extra/2005/07/29/e29071372.html
enviada por Fabricio Yuri



30/07/2005 00:57
Leoni lança DVD no Canecão com coral de duas mil pessoas


Fabrício Yuri Vitorino

RIO - No meio da interminável onda revival dos "anos 80", onde o brega-cheio-de-pretensões virou a bola da vez, subir ao palco e destilar um repertório impecável ao violão, com arranjos minimalistas, soa como a contramão da contramão. Mas Leoni - sim, aquele mesmo ex-Kid Abelha e ex-Heróis da Resistência - prova que música boa não envelhece, e, sobretudo, atravessa gerações.

No show de lançamento do CD/DVD Leoni ao vivo (Som Livre), realizado na última quinta-feira, no Canecão, Leoni provou que ainda está em plena forma e sabe comandar um espetáculo como poucos. Contando com um repertório de hits, a música rola solta e fica fácil conquistar a platéia - que aliás, se entregou logo na primeira música: Temporada das Flores. Durante todo o show, Leoni contou com o coro da platéia, mesmo nas músicas menos conhecidas, como a bela Fotografia, do disco Você sabe o que eu quero dizer, e escolhida na comunidade do cantor na página de relacionamentos Orkut.

Entre uma canção e outra, o jeito calmo e tímido do cantor surpreende pela simplicidade com a qual se comunica com a platéia. No megahit Garotos II, Leoni corrige o coro no meio da música: "é eu não me importo comigo!", repreendeu, para depois parar de tocar aplaudir a platéia. E em Fixação, ele não deixa por menos: toca uma versão lenta, calma e suave, para depois apresentar a versão "tirana" do sucesso, gritando e maltratando o violão. Afinal, uma música cujo refrão é "eu quero você como eu quero" não tem mesmo nada de calma e suave...

E não parou por aí o desfile de sucessos: Por que não Eu? - trilha sonora de novela e que no DVD é cantada em parceria com o boa praça Herbert Vianna, ao vivo ganhou versão cantada pela platéia no bis - Fixação, Alice, Lágrimas e Chuva, Os Outros, Educação Sentimental, todas dos tempos no Kid Abelha. Dos tempos à frente dos Heróis da Resistência, Leoni ressuscitou Nosferatu, Dublê de Corpo, Esse Outro Mundo e as não menos "tiranas" Só pro Meu Prazer e Como Eu Quero, executadas ao piano de Eduardo Souto Neto, que não desanimou mesmo com o crônico chiado nas caixas do Canecão.

Leoni também é sinônimo de grandes nomes do Rock Brasileiro no palco. Costumam dar o ar da graça Léo Jaime, Herbert Vianna, Dinho Ouro Preto, entre outros. E desta vez não foi diferente: Roberto Frejat cantou com Leoni as parcerias A Chave da Porta da Frente, gravada pelo Barão, e a recente 50 receitas. Frejat ainda teve tempo de cantar Exagerado - parceria de Leoni com Cazuza - e deixar o palco sem se despedir de um por vezes desajeitado Leoni. Ainda no set, Daniel Lopes, guitarrista com um som brilhoso e marcante, teve tempo de mostrar uma boa composição da banda Reverse, da qual é líder. Também marcaram presença Ricardo Santoro, no Cello e Marcelo Bernardes, Clarineta.

As duas mil pessoas que lotaram o Canecão, numa quinta-feira, e cantaram junto do início ao fim saíram satisfeitas. É um show leve, despretensioso, limpo e direto. Uma espécie de violão entre amigos - só que com algumas centenas de amigos! Afinal, no meio dessa onda forçada anos 80, as músicas de Leoni parecem ter sido compostas ontem.

Link para a matéria no JB Online
enviada por Fabricio Yuri






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