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30/07/2005 00:59
Sindicato dos Médicos oficializa denúncia contra SAMU
Fabrício Yuri Vitorino
RIO - O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro oficializou, na manhã de hoje, denúncia contra os serviços Emergência em Casa e Serviço Móvel de Urgência, SAMU. Segundo o especialista em Medicina do Trabalho do Sindicato, Dr. José Teixeira, o serviço é precário e viola o código de ética da classe médica, ao propor que se faça diagnósticos pelo telefone.
O presidente do Sindicato, Dr. Jorge Darze, anexou ao processo fotografias do local de trabalho, onde os médicos-reguladores - que decidem sobre o envio ou não de ambulâncias, e se estarão tripuladas por médicos ou não - realizam os atendimentos. Segundo o SinMed, os médicos trabalham em locais completamente sem condições ergonômicas e de asseio adeqüadas.
A denúncia do Sindicato foi motivada por queixas dos próprios profissionais do SAMU, que preferiram não se identificar. Ainda segundo o Dr. José Teixeira, o foco da denúncia é a violação ao princípio fundamental da medicina, o binômio médico-paciente. "Este tipo de trabalho fere mortalmente o parecer 16/90, do Conselo Federal de Medicina, que praticamente proíbe o ´teleatendimento´ para os médicos. O profissional não examinou a pessoa, não há prontuário, não há condições", explica.
O sindicato reforçou que, apesar de a denúncia ter sido feita ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Estadual e à Delegacia Regional do Trabalho, a categoria está disposta a sentar para negociar, visando a melhora do atendimento. "Estamos prontos para colaborar. O que não pode é o médico ter que fazer a 'Escolha de Sofia' a cada minuto: se manda ambulância com médico sem médico ou se orienta pelo telefone. Em caso de erros, vão chover processos e o governo vai gastar muito mais do que se tivesse pensado melhor o serviço", finaliza Teixeira.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2005/07/29/e29071372.html
enviada por Fabricio Yuri
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